Pissing contest & uma parede com grafite
Maio 13, 2008
Esse post é dois em um.
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No sábado foi o prêmio TVCA de Criação e Vídeo.
Pra quem não é de casa, o Prêmio TVCA é, junto com o prêmio Gazeta, o acontecimento do ano pro mercado publicitário regional. Um amigo escroto me disse que é o “pissing contest” dos criativos (amigos escrotos geralmente são coerentes). Se for, esse ano minha bexiga tava inspirada. Dos quatro prêmios oferecidos pra agências da capital, a Casa D’Idéias levou três – Institucional, Campanha e Autarquias e Órgãos Públicos. E Depois, o Grand Prix. Bacana. Deu gosto. Meu ego é standard, mas deu pra inflar um pouquinho.
Bacana:
- Agências do interior com trabalhos cada vez mais interessantes. Boa qualidade de produção e criatividade que dá gosto.
- Encontrar amigos que somem na correria o ano inteiro.
- Show de rock depois da premiação. Ok, foi Paulo Ricardo, mas pra quem já teve Mafalda Minozzi, Edson Cordeiro e Eduardo Dusek, ouvir umas guitarras foi uma evolução. Ele só podia largar mão dos gritinhos. Fica parecendo o Frank Aguiar.
- Ganhar quatro prêmios. ; )
Não bacana:
- Tinha uma mesa de sushi, mas fui sentar e quando voltei já era.
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Chegaram as brutas do filme.
Seis fitinhas pequenininhas. Nunca tive tanto cuidado com algo. Quase benzi elas, mas fiquei com medo da água estragar algo. Meu filho pegou uma por uma e colocou uma atrás da outra, fazendo um “tênzinhu” (Piuíííí, papai).
Subi no trenzinho e encarei uma montanha russa.
Plano do caralho. Sobe.
Plano nhenhé. Desce.
Sequência bem decupada. Sobe.
Plano com risco bem no meio (!). Desce em velocidade vertiginosa.
Plano de cobertura, salvando a pele. Sobe chorando de alívio.
Quando o trem das seis fitinhas parou, meu estômago já estava um pouco melhor. Rodei quase metade do filme sem vídeo-assist. Eu simplesmente marcava o plano e ensaiava com o olho no viewfinder. Na hora de rodar, deixava o André ou o Krishna operarem a câmera e tinha que fazer um exercício mental/visual que nunca mais quero na minha vida. Bom, todos os planos saíram como eu queria. Posso respirar?
O resultado? Meu, o roteiro tinha uma energia, uma pegada boa, eu sabia disso. Mas vendo o trem rodado, de cabeça fria, vejo que o negócio tomou corpo. Tive a sorte de trabalhar com uma galera que entendeu o que a história pedia.
Visualmente, tá cru. Dinâmico. Contrastado. Cheio de grão. Ousado. Não é uma tela com tinta, é uma parede com grafite. Não é arpejo, irmão, é riff.
Espero conseguir montar o filme como ele merece.
Só pra elogiar…os posts estão ficando cada vez melhores…tá legal acompanhar!!! Sobe.
Ah, em tempo!!! só faltou umas fotos!!!
Animal, eu já dirigi dois curtas em 16 sem video assist, é uma experiência única. Mas tem que confiar pra caralho no assistente de câmera.